Fortalecimento muscular sem academia: aposte na Corrente Russa

Existe, na fisioterapia, uma série de tratamentos intitulados genericamente de eletroterapia. Consistem no uso de correntes elétricas em intensidade de miliamperes e microamperes, cada qual com particularidades próprias quanto às indicações e contra-indicações, mas todas com um objetivo comum: produzir algum efeito no tecido a ser tratado.

A Corrente Russa ou Estimulação Russa, por exemplo, é um aparelho que provoca a contração muscular através de correntes elétricas, de baixa freqüência e pequena intensidade. Ao contrário do que as pessoas costumam pensar esta não é uma ginástica passiva. O paciente participa ativamente do tratamento.

Eficaz para homens e mulheres, age de acordo com a fisiologia muscular e metabolismo do paciente. A corrente elétrica trabalha as fibras vermelhas, que são as de tonicidade, e brancas, que são de velocidade, proporcionando resultados rápidos e altamente satisfatórios. Todos os dados do paciente são ajustados no equipamento para cada parte do corpo que será trabalhada, de forma individualizada.

Os principais benefícios e indicações da Corrente Russa são:
1– Flacidez;
2– Melhora da qualidade e quantidade do tecido muscular;
3– Recuperação do tônus;
4– Aumento da força;
5– Estimular o fluxo sanguíneo nos músculos;
6– Melhora dos contornos corporais.

Por existirem algumas contra-indicações, essa eletroterapia, como toda técnica de Fisioterapia, deve ser sempre empregada sob a orientação de um Fisioterapeuta qualificado.

A aplicação, por sua vez, é indolor. O paciente sente apenas uma sensação de contração muscular intercalada por relaxamento (contrai-relaxa/contrai-relaxa), em uma freqüência recomendada de duas a três vezes por semana; e a quantidade de atendimentos varia de acordo com a necessidade de cada um, conforme avaliação do fisioterapeuta. Cada sessão leva em torno de 30 a 50 minutos.

Para quem faz atividade física, a corrente russa é um ótimo coadjuvante, pois ajuda a ativar um número maior de fibras musculares sem causar tensão articular, mantendo a fisiologia do trabalho muscular, sem comprometer a fisiologia articular. A eletroterapia através do FES e da Corrente Russa também pode antecipar trabalhos de reforço muscular pós-operatório, antecipando assim a recuperação do paciente como um todo.

Outras técnicas da eletroterapia são indicadas para:

  • Controle da dor aguda e crônica;
  • Redução de edema;
  • Redução de espasmo muscular;
  • Minimização de atrofia por desuso;
  • Facilitação da reeducação muscular;
  • Fortalecimento muscular;
  • Facilitação da cicatrização tecidual;
  • Facilitação da consolidação de fraturas;
  • Realização da substituição ortésica.

Interessou-se? Procure o fisioterapeuta.


*imagem: http://manuellarangel.com.br


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